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sábado, 20 de junho de 2009

Counter-Strike é liberado!

Oh não, ele atingiu um refém! Vamos banir o jogo! Gamers do Brasil inteiro ficaram revoltados no ano passado, quando uma decisão de um juiz de Minas Gerais proibiu a venda do Counter-Strike em todo o território nacional. O título, febre das lan houses no início da década e um dos FPS mais famosos no mundo – especialmente nos circuitos profissionais – era um favorito do público brasileiro.

Mas a Electronic Arts conseguiu reverter o resultado ontem, dia 18 de junho, após uma longa batalha contra o absurdo que remete a países totalitários como a China, campeã na censura de jogos. Julgado no dia 12 de junho, atualmente o processo aguarda apenas a publicação do acórdão, como pode ser conferido no site do tribunal.

A decisão foi por unanimidade, encabeçada pela relatora, a desembargadora federal Maria Isabel Gallotti Rodrigues. Não sabemos o que passou pela cabeça dos juízes quando estavam julgando o pedido, mas certamente foi algo parecido com o que todos nós pensamos: que não era algo concebível prejudicar a empresa por causa de um conteúdo não-oficial produzido por um fã, sem ligação alguma com a EA ou a Valve.

Esta era a base do argumento do juiz que havia declarado a proibição, que o mapa cs_rio era nocivo à sociedade devido ao conteúdo que expunha reféns sob o controle de terroristas em uma favela carioca – sendo que os jogadores podem assumir o papel dos bandidos ou dos policiais.

O game não é nem de longe tão violento quanto outros títulos atuais, tanto gráfica quanto conceitualmente. Além disso, cabe aos órgãos de classificação etária (o Dejus - Departamento de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação) Counter-Strike contra-ataca!determinar qual faixa de público pode ter acesso a determinado produto, senão logo estaremos banindo filmes e outras formas de mídia ao bel prazer de juízes desinformados.

Seja como for, mais uma vitória para a indústria de games, que tira do Estado o poder de decidir o que devemos ou não jogar. Quanto menos meterem a mão em decisões pessoais que não interferem com ninguém a não ser o jogador – e talvez sua família – melhor. Assim, esperamos ver menos decisões bitoladas de pessoas que não analisam todos os fatos antes de emitirem pareceres.

1 comentários:

Lucas disse...

Que boM!

 
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